Qual drone DJI comprar: Neo, Mini, Flip ou Air
A DJI tem hoje quatro famílias que confundem quem compra o primeiro drone. A diferença não é só preço — muda peso, alcance, qualidade de imagem e quanta burocracia você tem com a ANAC.
A regra dos 250 gramas
No Brasil, drone de até 250 g tem o processo mais leve: cadastro no SISANT da ANAC (gratuito, online) e voo respeitando as regras de espaço aéreo. Acima disso entram exigências extras. Por isso as linhas Neo, Mini e Flip ficam de propósito logo abaixo dos 250 g.
Cadastro é obrigatório para praticamente qualquer drone com câmera, inclusive os leves. É rápido, mas não pule.
Neo — o de bolso
Menor e mais barato. Decola da palma da mão, segue você sozinho e cabe no bolso. A câmera é boa para redes sociais, não para trabalho. Resistência a vento é limitada. Ótimo primeiro drone ou câmera de ação voadora.
Mini — o equilíbrio
A linha Mini 3 / Mini 4 é a mais vendida por um motivo: pesa menos de 250 g, filma em 4K com qualidade que aguenta um vídeo sério, tem transmissão longa e aguenta mais vento que o Neo. O Fly More Combo traz baterias extras e vale quase sempre — uma bateria só rende 15 a 25 minutos reais.
Flip — o intermediário novo
Fica entre o Mini e o Air: hélices protegidas por grades (mais seguro perto de gente), sensores de obstáculo e câmera maior que a do Mini. Ainda abaixo dos 250 g. Bom para quem quer segurança extra e não quer o tamanho do Air.
Air — o de produção
O Air 3S passa dos 250 g e entrega o que os menores não dão: sensor grande (melhor com pouca luz), duas lentes, detecção de obstáculo em todas as direções e resistência a vento de verdade. É a escolha de quem filma para cliente. Em compensação, mais peso, mais burocracia e mais preço.
Antes de comprar: confirme se o modelo é versão BR (homologação Anatel, garantia no país e manual em português). Modelo importado global costuma custar menos, mas fica sem garantia local e pode ter trava de região.
Combo ou drone avulso?
Para Mini, Flip e Air, o Fly More Combo quase sempre compensa: baterias extras, hélices sobressalentes e mala. Comprar bateria avulsa depois costuma sair mais caro que a diferença do combo.
Perguntas frequentes
Preciso de autorização da ANAC para voar drone?
Todo drone com câmera precisa de cadastro no SISANT da ANAC, que é gratuito e feito online. Drones de até 250 g têm o processo mais simples; acima disso há exigências adicionais. As regras de espaço aéreo (distância de aeroportos, altura máxima, não voar sobre pessoas) valem para todos.
Vale a pena o drone abaixo de 250 g?
Para a maioria das pessoas, sim. Menos burocracia, mais fácil de transportar e a qualidade de imagem das linhas Mini e Flip já atende vídeo social e até trabalho leve. Só passa disso quem precisa de sensor grande, muita resistência a vento ou lentes intercambiáveis.
Quanto tempo um drone voa com uma bateria?
O número anunciado é em condições ideais, sem vento e sem manobras. Na prática conte 15 a 25 minutos por bateria nos modelos leves. Por isso o combo com baterias extras costuma ser recomendado.
Qual a diferença entre versão BR e global do drone?
A versão BR tem homologação da Anatel, garantia no Brasil e suporte em português. A global costuma ser mais barata, mas fica sem garantia local, pode travar recursos por região e a importação tem risco de taxação.